quinta-feira, 24 de março de 2011

O CIGARRO DEVE SER PROIBIDO EM LOCAIS PÚBLICOS?

èSIM
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o fumo mata uma pessoa a cada seis segundos no mundo, sendo fator de risco para 75% das oito maiores causas de morte no planeta, como câncer e males no coração. Pior: fumantes passivos têm um risco 30% maior de ter câncer de pulmão e 24 % maior de infarto.

Proibir o fumo em locais como escritórios e bares dificulta a vida dos fumantes, que passam a baforar menos. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, o número de fumantes em  Nova York caiu quase 20% após a lei entrar em vigor, em 2002. Em Glasgow, na Escócia, registrou-se queda de 17% nos casos de infarto após a proibição.

A lei não viola o direito dos fumantes, ela é uma questão de saúde pública: segundo o Banco Mundial, entre 1996 e 2005, internações ligadas ao tabagismo no Brasil custaram 1,1 bilhão de reais. E quem fuma não pode pôr em risco a vida alheia. Comparado à fumaça tragada, que passa pelo filtro, o fumacê liberado dos cigarros é 50 vezes mais venenoso.

A proibição ajuda os negócios de bares e restaurantes. Segundo à prefeitura de Nova York, um ano após a vigência da lei antifumo, a arrecadação de imposto subiu quase 9%, além de terem sido criados 10 mil empregos. O motivo? Novos freqüentadores foram atraídos e a clientela passou a ficar mais tempo, consumindo mais.
Sim | Não
èNÃO
A grande questão não é proibir o fumo, mas, sim, investir na ventilação eficiente dos ambientes e na instalação de fumódromos. Em vez de perseguir os fumantes, como se fossem criminosos, o Estado deveria ajudá-los a largar a dependência, investindo em clínicas de tratamento contra o tabagismo.

Há alternativas mais eficazes. Por exemplo, pegar o fumante pelo bolso. O Banco Mundial fez as contas: aumentando os impostos dos cigarros em 72%, o consumo diminuiria 7% no Brasil e, de quebra, traria um ganho de 60% com os tributos. Além de não ferir o direito do fumante, aumenta a arrecadação.

Mais que uma violação de liberdade de escolha do fumante, essa lei é uma afronta à Constituição brasileira, que diz que somos todos iguais em direitos.
Ou seja, é uma lei totalmente antidemocrática. Os fumantes não podem ser vítimas de perseguição e preconceito por causa de uma opção individual.

Dados de entidades comerciais de vários países mostram queda nos negócios e demissões após a vigência desse tipo de lei. Segundo a Associação Britânica de Cerveja e Pubs, houve diminuição de 7%  na venda de cerveja nos bares. No Brasil, as associações estimam que haverá queda de 10% nos negócios, além de demissões.

FONTES: (REVISTA MUNDO ESTRANHO)ORGANIZAZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE | MINISTÉRIO DA SAÚDE | INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER (INCA) | CENTRO DE REFERÊNCIA DE ÁLCOOL, TABACO E OUTRAS DROGAS (CRATOD) | ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BARES E RESTAURANTES (ABRASEL) | HEALTH BEHAVIOUR RESEARCH CENTRE - UNIVERSITY COLLEGE LONDON |AMERICAN CANCER SOCIETY